Debater os impactos da Inteligência Artificial e importância de refletir sobre sua relação com direitos sociais, foi o objetivo principal da Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial (IA) no Mundo do Trabalho, realizado UNI Américas, em parceria com a UNI Global e Contraf-CUT e participação da Fetrafi/NE, nos dias 06  e 07 de novembro, no Rio de Janeiro.

 

A Fetrafi/NE foi representada por seu presidente Carlos Eduardo, que fez a apresentação das “Conclusões da Conferência de IA – CONTRAF-CUT”, trazendo informações sobre a Frente de Inteligência Artificial por Direitos Sociais.

 

 

“O nome (Frente de Inteligência Artificial por Direitos Sociais) já consistia no maior e mais potente contraponto ao interesse expropriado na exploração do trabalho: que o direito social deve se sobrepor à introdução dessa tecnologia no mundo do trabalho e na interação com a sociedade”, afirmou Carlos Eduardo.

 

O diretor do Sindicato dos Bancários do Piauí e diretor de Novas Tecnologias da Fetrafi/NE, Carlos Arias Camarão, ressaltou a importância da Conferência para aprimorar e qualificar esse debate e levarmos a Inteligência Artificial com direitos sociais para o Acordo Coletivo dos bancários, e assim regular um tema que é tão relevante para a categoria.

 

 

“Foi um debate muito produtivo e informativo. Hoje o profissional mais procurado pelos bancos é o assessor especializado em metaverso, que é especializado em vendas pelas redes sociais. A Inteligência Artificial já está presente nas análises de crédito, riscos, e negociações com os clientes. Ou seja, os bancos já têm o principal, que são os dados de todos os seus clientes, por tanto precisamos de autorregulação para que a IA  não seja usada só para prejudicar o trabalhador e aumentar os lucros da empresa”, afirmou Carlos Arias Camarão.

 

A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira, alertou que as mudanças tecnológicas não estão sendo neutras, ou seja, não estão atingindo de forma igual todas as camadas sociais.

 

 

“Essa neutralidade não existe porque, no capitalismo, a IA é comandada e controlada por grandes corporações que têm como principal objetivo maximizar seus lucros, concentrando ainda mais a renda nas mãos de poucos, em detrimento da maioria”, explicou Juvandia Moreira.

 

Atualmente só 5% das categoria de trabalhadores de todo o país estão debatendo IA, enquanto os banco hoje já estão investindo 4 bilhões ao ano em TI, e 96% deles já usam a IA.

 

“Hoje já temos cláusulas novas sobre inovação tecnológica regulando o trabalho virtual, mas precisamos também avançar na regulação da IA. Os bancos já estudam e vem implantando a IA desde 2017 com essas mudanças no mundo do trabalho. Por isso é fundamental refletir sobre a Inteligência Artificial com direitos sociais”, concluiu do diretor Carlos Arias Camarão.

 

 

No dia 07 ocorreu a Reunião de Coordenadores da Aliança Latino-Americana em Defesa dos Bancos Públicos. Na oportunidade, o Secretário Geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga apresentou a política da CONTRAF-CUT na defesa dos bancos públicos e destacou que o crédito público é essencial para a justiça social e a soberania nacional. “Defender os bancos públicos é defender o direito do povo de ter um Estado capaz de induzir desenvolvimento com igualdade”, pontuou Gustavo Tabatinga.

 



Fonte João Henrique Vieira (SEEBF/PI) com informações Fetrafi/NE tags:» SEEBF/PI; Contraf-CUT; Fetrafi/NE; Inteligência Artificial; Conferência






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