O programa Convergente foi o centro dos debates da mesa permanente de negociação entre a Contraf-CUT, assessorada pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB) e a direção do Banco, nesta quarta-feira, 3/7, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza. Além da diretora de Administração e TI, Ana Teresa de Carvalho, a reunião contou também com a presença do presidente do BNB, Paulo Câmara.

 

 

A diretora do Sindicato dos Bancários do Piauí e membro da CNFBNB, Lusemir Carvalho, explicou que a Comissão Nacional cobrou novamente uma solução para as distorções que persistem no programa Convergente, sobretudo referente à pontuação e avaliação, e que os funcionários estão desmotivados pelo fato da pontuação só ser considerada ao final de todo o processo.

 

“O colega funcionário ou funcionária só pontua quando o contrato é finalizado e os funcionários perdem todo o trabalho. Isso está causando também adoecimento. É fundamental mudar urgente essa metodologia de pontuação. Por isso é urgente calibrar a métrica que é aplicada no programa”, disse Lusemir Carvalho.

 

 

O coordenador da CNFBNB, Robson Luís, destacou também problemas recorrentes nas centrais de relacionamento, sobretudo no setor de concessão de crédito, onde muitos funcionários estão reclamando das metas e adoecendo para tentar cumpri-las. “A cobrança de produtividade de 1 pp por dia também tem gerado apreensão. Reforçando que uma das principais demandas é a pontuação por etapas e não só ao final do processo”, disse.

 

A representação do Banco destacou que está disposta a dialogar para encontrar soluções para as demandas apontadas pela CNFBNB e realizar ajustes no programa Convergente. O Banco também tem realizado visitas nas centrais para colher e escutar demandas, buscando equilíbrio. Em seguida, o Banco sugeriu a criação de um novo indicador de avaliação que considere a parte da análise dos contratos, para se juntar ao outro indicador que já é aplicado ao final do processo.

 

O Banco destacou também a mudança do sistema, mais moderna e dinâmica e, agora, dentro do Meu RH, e informou ainda que em breve, será feito um piloto para testar o novo sistema, que deve ser implementado neste segundo semestre.

 

 

“Os funcionários, há muito tempo, vêm cobrando reformas urgentes nas avaliações do Convergente, e nós, na mesa de negociação, cobrando soluções. As alternativas apresentadas pelo banco vão dar um alívio nessas questões, mas ainda temos debates sobre o programa, que vamos cobrar nas próximas reuniões”, destacou a representante do Ceará, Carmen Araújo.

 

“Nossas insistências em abordar esse tema tem surtido efeito, pois o Convergente teve avanços importantes. Primeiro, a realização da pesquisa com os funcionários. Depois, a mudança do sistema e agora, a proposta de criação de um novo indicador. Ao trazer os problemas que apresentamos, mostramos os erros que existem no programa e estamos dando os passos necessários para resolver essas distorções”, ressaltou o coordenador da CNFBNB, Robson Luís.

 

O Banco ressaltou também que a avaliação não mais implicará no retorno ao trabalho híbrido.

 

 

Outros Assuntos Debatidos:

 

Feedback

O Banco iniciou recentemente uma formação de gestores reforçando a importância do feedback e, em breve, vai realizar um treinamento semelhante também com os gerentes executivos. Uma empresa foi contratada pelo Banco para realizar esses treinamentos, enfatizando a importância e ensinando técnicas para realizar feedback.

 

Concorrências

A Comissão Nacional destacou que muitos funcionários relataram insatisfação com relação às concorrências, que vêm chamando os 20 primeiros colocados, independente da classificação e isso tem tornado o corpo funcional desmotivado. A Comissão também cobrou que a parte subjetiva da seleção tenha peso de 20%, e não 40%, como é praticado atualmente.

 

O Banco ficou de analisar mudanças no Promova-se e sugeriu que, nas próximas mesas de negociação permanente, os dirigentes tragam demandas a exemplo do que vem sendo feito com relação ao Convergente, que as demandas sejam paulatinamente avaliadas pela direção da Instituição.

 

O Banco esclareceu ainda que as concorrências estão sendo encaminhadas através das devidas superintendências regionais e anunciou que abrirá em breve bolsas de especialistas para as centrais, com concorrência aberta apenas entre os analistas, em especialidades escolhidas por eles.

 

Mais funcionários nas agências

Os dirigentes sindicais apontaram que, apesar das contratações realizadas via concurso público, a situação das agências ainda é muito séria e precisa de mais funcionários.

 

O Banco informou que está buscando soluções para a demanda de funcionários nas agências com mais contratações via concurso e mecanismos para sanar as deficiências.

 

Custeio da Camed

A Comissão Nacional reforçou a necessidade da adoção do modelo de custeio 70/30 (hoje o modelo praticado é 50/50). O Banco solicitou a formalização da solicitação para que iniciar as análises jurídicas e financeiras necessárias.

 

Programa Amadurecer

O Banco vai lançar em breve um programa para preparar psicologicamente o funcionário para o momento da aposentadoria. Uma empresa está sendo contratada para gerir esse programa, que será aberto para todos os funcionários. O Banco explica que tem pessoas que não se imaginam fora do banco e não é só por situação financeira.

 

Reclassificação de agências

A Comissão destacou que é importante trazer pessoas das áreas responsáveis para debater demandas específicas, a exemplo do debate sobre o Convergente e apontou a importância da questão da reclassificação de agências ser inserida nesse debate, com soluções concretas para resolver as demandas.

Devolutivas

O Banco informou ainda que a questão sobre o abono oficial do dia 31 de dezembro ainda está sendo analisado pela diretoria e que os grupos focais de Raça e Diversidade estão em andamento. Além disso, a representação do Banco informou que está resolvendo a situação do pagamento de vales transportes em espécie para quem trabalha em locais onde não há sistema formal de transportes.

 

O banco informou ainda que está reavaliando o caso das Carteiras Corporate, onde muitos gerentes não tinham gerentes de negócios.

 

O Banco informou que, com relação ao questionamento dos funcionários de precisarem apresentar laudos médicos anualmente para renovar os benefícios, considerando que as deficiências são permanentes, que o SESMT vai solicitar documentos que tenham pertinências nas terapias.

 

A CNFBNB cobrou mais uma vez que haja um normativo para regulamentar os casos dos funcionários com jornada de 6h por serem pais de filhos PCD’s e que têm direito a redução de jornada possam decidir se poderão ou não aproveitar as oportunidades de substituições de funções de 8h, por exemplo. A Comissão cobrou também seja feita uma campanha para que os pais sejam esclarecidos sobre seus direitos de redução de jornada.

 

Pela representação dos funcionários do BNB, participaram da negociação: Robson Luís – Coordenador da CNFBNB; Lusemir Carvalho – Sindicato dos Bancários do Piauí; Carmen Araújo e Océlio da Silveira – Sindicato dos Bancários do Ceará; Fábio Sankley – Sindicato dos Bancários de Campina Grande, Ricardo Vaz – Sindicato dos Bancários de Pernambuco; Iury Filgueira – Sindicato dos Bancários de Alagoas; João Wellington – Sindicato dos Bancários de Sergipe; Waldenir Britto – FEEB BA/SE.

 



Fonte João Henrique Vieira (SEEBF/PI) com informações SEEB/CE tags:» SEEBF/PI; Contraf-CUT; Banco do Nordeste; Mesa de Negociação; CNFBNB;






Compartilhe :