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Centrais, sindicatos e movimentos sociais reunidos com Wellington Dias tratam sobre estratégias de mobilização


João Henrique Vieira

Sintonizar estratégias de mobilização em defesa da democracia e direitos sociais foi o objetivo da agenda construída pela Central Única dos Trabalhadores (CUT-PI) com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), reunindo Centrais, sindicatos e representantes de movimentos sociais, na terça-feira (09/01), no Palácio de Karnak. Na oportunidade foi abordada a mobilização em relação ao julgamento do ex-presidente Lula, que acontece em Porto Alegre (RS), dia 24 de janeiro, momento crucial que representa a defesa da democracia e dos direitos sociais.

Wellington Dias falou do momento atual e o que realmente significa o julgamento de Lula. “Ou tem um recado, uma manifestação popular, ou não conseguiremos vencer esse momento. Vemos o perigo de se eliminar adversários políticos no tapetão, no judiciário”, disse. Destacando a importância dos movimentos sociais, o governador fez uma análise do contexto, alertando para o perigo do “financismo” que influencia os caminhos e os interesses do país.

“Lula fez a gente experimentar os resultados de uma política voltada para as prioridades sociais. Cada vez mais setores da população percebem que foi alterado o caminho e vão sentir as consequências disso. Muitos já sentem os aumentos no custo de vida. Vivemos um momento decisivo de retomar nosso modelo, ou se alongar o que está aí. Cada um tem que fazer sua parte nesse momento. O modelo atual é de especulação pela especulação, e vemos concentração de renda crescente e rápida”, disse Wellington.

O presidente da CUT Piauí, Paulo Bezerra, ressaltou que nesse momento a agenda é o julgamento do Lula, que é um símbolo dos movimentos sindicais e sociais. Lembrando que, acima de tudo, estão cometendo uma arbitrariedade contra um cidadão. Também colocou em pauta os desafios para 2018.

“Passado o julgamento do Lula, como fica a questão da Previdência? Foi importante porque ouvimos diversos segmentos fazerem uma análise e isso é importante para o desafio de 2018. A visão do governador é a mesma que nós temos, está alinhado com as políticas sociais e os avanços no Estado. Vejo que saímos satisfeitos com a visão do Governador. E os números do nosso Estado é algo que devemos comemorar, porque a política que está sendo implementada no nosso estado é positiva”, avaliou Paulo Bezerra.

Odaly Medeiros, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Piauí, destacou a presença e unidade dos vários segmentos reunidos. “Tivemos aqui várias entidades e representantes de movimentos sociais, sindicais e populares. Isso é muito importante para a discussão. O governador fez uma apresentação do que estar acontecendo no país e aquilo que a sociedade pode e deve se unir e ir para as ruas fazer a defesa dos direitos sociais que estão sendo agredidos”, afirmou.

O diretor do SEEBF-PI e membro da CUT-PI, João Neto, lembrou que, além do julgamento de Lula, é preciso está atento às consequências disse. Para o diretor é fundamental compreender o contexto da eleição desse ano.

“As pessoas pensam que vai ser apenas a condenação de um ex-presidente, mas quem faz análise política e acompanha os fatos, sabe quê o que está em jogo é toda uma luta democrática e um processo democrático de estado. Não é só o Lula que é candidato em 2018, temos candidatos a governador, deputados federal e estadual, senador, e esses níveis influenciam no mandato do presidente, por isso temos que vê de maneira ampla, se não, conseguimos que Lula seja presidente, mas vamos eleger as mesmas peças que se movimentam contra o governador e contra o presidente. Aqui foi importante porque todos demonstraram uma unidade de campo nesse momento”, disse João Neto.

A presidente do SINTE Piauí, Paulina Almeida, frisou a importância da luta. “Lula representa um projeto de sociedade e a esperança para a população mais carente. Se é esse projeto de sociedade que queremos, temos que lutar por ele”.

 

Comitê e manifestações

Marcelino Fonteles, da Frente Brasil Popular no Piauí, ressaltou que “90% da população desaprova o governo, mas não tem 1% da população nas ruas se mobilizando, estamos numa letargia”. Ele informou ainda sobre o lançamento Comitê de Teresina em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato, que acontece na quinta-feira (11/01), às 19h no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí, além da manifestação marcada para o dia 22 de janeiro, na Av. Frei Serafim e das caravanas de ônibus que seguem para Porto Alegre (RS) para pressionar e acompanhar o julgado de Lula.